O livro e a zona de conforto

É inegável que, muito mais que um hobby ou um passatempo, a leitura é uma grande e inesgotável fonte de conhecimentos. Quem tem o hábito da leitura, principalmente de livros, adquire verdadeiros tesouros que nunca lhe serão roubados. A leitura, além de ser um abre portas para o mundo real e imaginário, também pode abrir as portas para novas oportunidades, pois a cultura adquirida por uma pessoa sempre será um diferencial em sua vida.

Por: Míriam Roman

Sempre gostei muito de ler e, quando o livro é bom, não consigo parar com a leitura, fico tão envolvida que quando o termino tenho a sensação de que perdi um amigo. Preciso de alguns dias para conseguir começar a leitura de outro. Mesmo quando eu não gosto muito de um livro, eu o leio mais devagar, mas sempre tento terminá-lo. Em toda a minha vida foram muito poucos livros que não consegui terminar.

Os livros nos abraçam e nos confortam. Segundo várias pesquisas que eu já tive conhecimento, as pessoas que leem despertam dentro de si vários sentidos e sensações boas, assim como aumentam sua capacidade de aprendizado e a facilidade em se comunicar com as outras pessoas.

Ontem, depois de verificar as solicitações de assuntos feitos pelos nossos leitores, eu estava navegando pela internet a procura de ideias e inspirações para escrever aqui no blog “Lar, Doce Lar”, quando encontrei um post que me interessou muito: “30 livros que todo mundo deve ler na vida”. Imediatamente comecei a ler sobre o assunto e pensei em escrever sobre isso.

Examinando detalhadamente as sugestões, separei-os em três grupos, os que me interessaram, os que eu já havia lido e outros, que à princípio descartei por estarem fora da minha área de interesse. Pensando sobre isso depois, resolvi incluir todos os não lidos em minha lista de leitura, afinal, como vou saber se gosto ou não de um livro se não o li e nem conheço o autor? É a mesma coisa que dizer que não gosto de fígado sem nunca ter comido.

Para nós é muito fácil permanecer na nossa zona de conforto, onde conhecemos todas as coisas e situações, sabemos como vão acontecer e sabemos qual será o resultado. Ler somente o que eu penso que gosto ou o que concorda comigo vai me manter sempre dentro do meu pequeno universo seguro e conhecido, não quero isso para mim.

Eu sei que o gosto é muito pessoal e que provavelmente não gostarei de algum dos livros dessa lista, seja pela história, seja pela narrativa do autor ou ainda por algum outro motivo. Porém, refleti melhor e penso que julgar antecipadamente é injusto, por isso além de me programar para lê-los, decidi compartilhar essa lista com os leitores do blog. Se você já leu algum deles, deixe aqui a sua opinião.

Você poderá observar que não existem livros de autores brasileiros nessa lista, pois o texto original que encontrei é de um site inglês. Vou listar abaixo o titulo, o autor e o ano da primeira publicação.

  • O Sol é Para Todos – Harper Lee – 1960
  • 1984 – George Orwell – 1949
  • Harry Potter – J.K. Roeling – 1997
  • O Sr. dos Anéis – J.R.R. Tolkien – 1955
  • O Grande Gatsby – F. Scott Fitzgerald – 1925
  • Orgulho e Preconceito – Jane Austen – 1813
  • O Diário de Anne Frank – Anne Frank – 1947
  • A Menina que Roubava Livros – Markus Zusak – 2005
  • O Hobbit – J.R.R. Tolkien – 1937
  • Little Women (Mulherzinhas) – Louisa May Alcott – 1868
  • Fahrenheit 451 – Ray Bradbury – 1953
  • Jane Eyre – Charlotte Bronte – 1847
  • A Revolução dos Bichos – George Orwell – 1945
  • E o Vento Levou – Margaret Mitchell – 1936
  • O Apanhador no Campo de Centeio – J.D. Salinger – 1951
  • A Teia de Charlotte – E.B. White – 1952
  • O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa – C.S. Lewis – 1950
  • As Vinhas da Ira – John Steinbeck – 1939
  • O Senhor das Mosca – William Golding – 1954
  • O Caçador de Pipas – Khaled Hosseini – 2003
  • Ratos e Homens – John Steinbeck – 1937
  • Um Conto de Duas Cidades – Charles Dickens – 1859
  • Romeu e Julieta – William Shakespeare – 1597
  • O Guia do Mochileiro das Galáxias – Douglas Adams – 1979
  • O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Bronte – 1847
  • A Cor Púrpura – Alice Walker – 1982
  • Alice no Pais das Maravilhas – Lewis Carroll – 1865
  • Frankenstein – Mary Shelley – 1818
  • As Aventuras de Huckleberry Finn – Mark Twain – 1993
  • Matadouro 5 – Kurt Vonnegut – 1969

Míriam Roman é decoradora e proprietária da loja Kamari, especializada em cama, mesa, banho e decoração.

 

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Um comentário em “O livro e a zona de conforto

  1. Rosele Míriam Greca disse:

    Míriam, parabéns pelas verdades comentadas com tanto discernimento. Adorei saber que acreditas no valor de todos os títulos, apesar de tuas preferencias. Isso se chama maturidade. Estou a ler ” O Diário de Anne Frank”, e protelando o final por saber que o tamanho da maldade dos nazistas, não tinha limites. A todos que priorizam a violência na solução de conflitos, recomendo que conheçam o diário de uma criança que foi obrigada a crescer ao som de bombardeios.

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