Montagem e manutenção de aquários – Parte I

Manter um aquário, além de ser um hobby muito prazeroso, traz mais vida e melhora a decoração de uma casa. Se ter um aquário em casa está nos seus planos, em uma série de textos, que começam com esse, vamos explicar quais os acessórios necessários para um funcionamento adequado do seu aquário, bem como as providências que devem ser tomadas para uma manutenção ótima do mesmo. Essas dicas foram escritas por um especialista no assunto, portanto, acompanhando essa série de textos, você aprenderá a montar e manter seu aquário da maneira mais adequada e eficiente possível.

Por: Bernardo Baldisserotto

Tamanho do aquário

O primeiro passo é decidir qual o tamanho de aquário que atende suas necessidades e desejos. Para quem ainda não tem um aquário, sugiro iniciar com um de aproximadamente 50 litros. Um aquário desse volume permite ter uma quantidade razoável de animais pequenos (até 5-7 cm) ou alguns poucos exemplares maiores. Caso queira manter animais maiores (em geral peixes), será necessário adquirir um aquário de 100 litros. Praticamente não há diferença no custo de manutenção do aquário em função do tamanho, mas sim no investimento inicial a ser feito na compra do mesmo.

Local de instalação do aquário

O aquário deve ser colocado em um local plano, numa altura que facilite sua visualização e sem luz solar direta. É recomendável que na porção do móvel abaixo do aquário não fique nada que possa ser estragado por um eventual vazamento. É recomendável também apoiar o aquário numa placa fina de isopor para amortecer eventuais vibrações que possam ocorrer no ambiente. Lembre-se que o aquário só pode ser movimentado quando estiver completamente vazio. De preferência coloque o aquário em um local onde não haja muito ruído. Caso queira colocar em um ambiente onde eventualmente poderá ouvir música, pesquisas já demonstraram que algumas espécies de peixes crescem melhor quando expostas a algumas horas diárias de músicas lentas (ritmo adágio) em relação a músicas rápidas (ritmo alegro) e outras preferem músicas de Mozart em relação a Bach. Músicas no estilo Romanza também têm bom resultado em algumas espécies. Não há estudos com outros tipos de músicas, mas se você gosta de rock heavy metal, deixe seu aquário fora do quarto ou use fones de ouvido.

O fundo do aquário

O fundo do aquário pode ser preenchido com pedras ou areia grossa. Existem as pedras naturais e as coloridas, as quais podem até permitir que os torcedores mais fanáticos deixem o fundo do aquário na cor do seu time. De preferência coloque no fundo do aquário uma grade de plástico e as pedras ou areia em cima dessa grade. Isso permitirá uma melhor circulação da água no aquário, como será explicado logo abaixo.

Os equipamentos essenciais

Todo aquário deve ter um aerador ou compressor. A potência desse compressor será em função do tamanho do aquário. Na saída do compressor (pode ter duas saídas) conecte uma mangueira de plástico ou silicone (mais cara, mas de maior durabilidade), e ao final da mangueira conecte uma pedra porosa. O compressor deve ser colocado sempre em um nível mais alto que o nível de água do aquário, pois se faltar energia elétrica e o compressor estiver abaixo do nível da água do aquário, a água entrará no cano e pode chegar no compressor, estragando o motor.

A pedra porosa tem como finalidade diminuir o tamanho das bolhas de ar que saem da mangueira, aumentando a difusão do oxigênio para a água. A pedra porosa deve ficar no fundo do aquário para que as bolhas de ar passem ao longo de toda a coluna de água do aquário. Se houver mais de uma, coloque uma em cada lado do aquário. O ideal é que ao menos uma mangueira com a pedra porosa seja inserida num tubo conectado à grade plástica do fundo do aquário para facilitar a circulação da água, como pode ser visto na figura abaixo.

Vista lateral de um aquário
1 – grade de plástico, 2 – tubo, 3 – mangueira, 4 – pedra porosa

No próximo texto continuaremos a explicar e detalhar mais sobre os equipamentos essenciais para manter um aquário.

Bernardo Baldisserotto é graduado em Oceanologia pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande, mestrado e doutorado em Fisiologia Geral pela Universidade de São Paulo, pós-doutorado na MacMaster University, Canadá. Atualmente é professor titular da Universidade Federal de Santa Maria. Tem experiência na área de Fisiologia e Farmacologia aplicada à Piscicultura, atuando principalmente nos seguintes temas: jundiá, qualidade da água, osmorregulação, crescimento e uso de óleos essenciais como anestésicos e para promotores do crescimento e tratamento de doenças e parasitoses em peixes.

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