Montagem e manutenção de aquários – Parte III – outros equipamentos para seu aquário

Nesse texto, que dá sequência a série sobre montagem e manutenção de aquários, vamos tratar sobre outros equipamentos acessórios para o bom funcionamento de um aquário.

Por: Bernardo Baldisserotto

Aquecedor, resfriador (“cooler”) e termostato

Aquecedores, como o próprio nome indica, são utilizados para aquecer a água, assim como os resfriadores são equipamentos utilizados para resfriar a água do aquário. Esses equipamentos geralmente consistem de pequenos ventiladores que são colocados na parte externa do aquário. O termostato é indispensável quando se usa um aquecedor ou resfriador, pois ele mantém automaticamente a temperatura dentro de uma faixa restrita, evitando assim, por exemplo, que o aquecedor funcione ininterruptamente, aquecendo demasiadamente a água do aquário e prejudicando as espécies.

Existem dois modelos disponíveis, aqueles no qual o aquecedor e o termostato estão acoplados no mesmo equipamento e outros que são separados. Alguns modelos mais sofisticados permitem a conexão tanto com os aquecedores como com os resfriadores.

Recomenda-se que a potência do aquecedor seja pelo menos de 1 watt para cada litro de água do aquário. Caso você adquira aquecedor, resfriador e termostato separados, fique atento para que o termostato seja compatível com ambos em termos de potência.

O uso ou não desses equipamentos vai depender se há ou não variação de temperatura da água do aquário. Se o aquário estiver num local onde a temperatura mantém-se mais ou menos constante – variação diária menor que 5C  e temperatura da água acima de 22C, não há obrigatoriamente a necessidade de utilizar um aquecedor.

Independente dos animais existentes no aquário serem resistentes a variações de temperatura quando no meio ambiente, em um aquário a temperatura varia muito mais rapidamente em função do pequeno volume de água, de modo que esses animais acabam ficando estressados e podem ficarem doentes mais facilmente.

Lâmpadas

O tipo de lâmpada a ser instalado dependerá dos organismos existentes no aquário. De um modo geral utilizam-se lâmpadas que promovam iluminação do tipo “luz do dia”, ou seja, com comprimentos de onda semelhantes à luz solar, pois dessa forma elas também servirão para promover o crescimento das plantas inseridas no aquário. O ideal é utilizar lâmpadas do tipo LED tubular, pois elas gastam menos energia.

Caso o aquário contenha corais (aquário marinho), o mais adequado é usar lâmpadas LED com comprimento de onda azul, que penetra mais na água e os corais aproveitam melhor a luz para o seu crescimento. Na medida do possível, deve-se evitar variações bruscas de luminosidade. Para isso, o ideal é só acender a lâmpada depois do amanhecer, quando já há uma claridade natural iluminando o aquário, e desligar antes que do anoitecer.

Definir a luminosidade adequada para um aquário também vai depender dos peixes existentes nele. Para alguns peixes a luminosidade deve ser baixa ou a mínima possível. Por exemplo, peixes originários de águas pretas, como as do rio Negro, no Amazonas, vivem em ambiente com pouca penetração de luz e não devem ficar em aquários muito iluminados. Da mesma forma, peixes de hábito noturno como os bagres preferem ambientes escuros. Nesse caso é necessário haver “esconderijos” (tubos, pedras) onde eles possam se abrigar quando a lâmpada estiver ligada.

O uso de lâmpadas ultravioleta só é recomendado quando houver necessidade de diminuir a quantidade de bactérias na água. Esse tipo de lâmpada deve ficar dentro de um tubo ou cano por onde a água passa e volta ao aquário. Os animais do aquário não devem ser expostos à luz ultravioleta.

Bernardo Baldisserotto é graduado em Oceanologia pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande, mestrado e doutorado em Fisiologia Geral pela Universidade de São Paulo, pós-doutorado na MacMaster University, Canadá. Atualmente é professor titular da Universidade Federal de Santa Maria. Tem experiência na área de Fisiologia e Farmacologia aplicada à Piscicultura, atuando principalmente nos seguintes temas: jundiá, qualidade da água, osmorregulação, crescimento e uso de óleos essenciais como anestésicos e para promotores do crescimento e tratamento de doenças e parasitoses em peixes.

Leia também as outras postagens que compõem essa série sobre montagem e manutenção de aquários:
Montagem e manutenção de aquários – Parte I
Montagem e manutenção de aquários – Parte II – equipamentos essenciais

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