Pessoas que leem livros vivem mais

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Tempo estimado para leitura: 3 minutos

De acordo um estudo feito pela Universidade de Yale e publicado na revista “Social Science & Medicine“, as pessoas que têm o hábito de ler durante pelo menos 30 minutos diários são mais propensas a desfrutar de uma vida mais longa do que as pessoas que não cultivam esse hábito.

Segundo a conclusão desse estudo da Universidade de Yale, está comprovado que ler livros traz benefícios muito além do lado intelectual. A análise considerou os padrões de leitura de 3.636 voluntários com mais de 50 anos de idade.

Os dados obtidos indicaram que, em média, os leitores de livros sobreviveram quase dois anos a mais (cerca de 23 meses) que os não-leitores.

Os questionários foram feitos anualmente, ao longo de 12 anos, por telefone, tendo sido os pesquisados divididos em três grupos: os que leem mais de 3,5 horas por semana, os que leem até 3,5 horas por semana e os que não leem.

Os resultados mostraram que as pessoas que leem muito (mais de 3,5 horas por semana) têm 20% a menos de probabilidade de morrer e as que leem um pouco menos (até 3,5 horas por semana) têm 17% a menos de probabilidade de morrer em relação ao terceiro grupo.

Outros fatores, como o sexo e o nível de instrução foram levados em conta na realização da análise. Considerando esses outros fatores, as mulheres leitoras e com curso superior são o grupo que vive durante mais tempo.

O estudo da Universidade de Yale revelou que ao longo dos 12 anos de duração das pesquisas, 33% dos não-leitores morreram, contra 27% dos leitores.

A explicação para este fenômeno das vidas mais longas pode estar relacionado com o desempenho cognitivo que é necessário para ler livros.

Ainda segundo o estudo, as leituras profundas promovem um processamento mental lento e imersivo, semelhante à meditação, que acontece quando o leitor relaciona as várias matérias contidas na leitura.

Ler livros reduz o nível de estresse

É justamente essa leitura profunda que promove o envolvimento cognitivo, melhorando o vocabulário, o pensamento lógico, a concentração e o pensamento crítico, analisam os autores do estudo publicado.


Outra explicação encontrada pela equipe de pesquisadores para a questão da longevidade é o fato dos livros reduzirem o estresse, promoverem a empatia, a percepção social e a inteligência emocional, que são processos cognitivos que podem levar a uma vida mais longa.

Embora os investigadores tenham concluído que até 30 minutos de leitura diária possam ser suficientemente benéficos para a saúde, eles alertam que estes resultados só podem ser aplicados à leitura de livros.

“Jornais e revistas, possivelmente porque não envolvem tanto os processos cognitivos, não têm um efeito tão significativo”, afirmou Avni Bavishi, um dos responsáveis pelo estudo.

O próximo passo dos autores do estudo, para completá-lo, é avaliar se os efeitos de gêneros literários diferentes também têm efeitos diferentes na saúde dos leitores, pois esse componente não foi avaliado pelo estudo.

Outra questão que não foi estudada é considerar também livros virtuais e livros em formato de áudio, que podem ser mais propensos a quem gosta de ler praticando exercícios ou atividades não sedentárias.

As conclusões finais do estudo sugerem que substituir as revistas, os jornais e a televisão, que são os meios de informação em que as pessoas dedicam consideravelmente mais tempo do seu dia, por livros, pode ajudar a ter uma vida mais longa e saudável.


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