Benefícios do milho para a saúde

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O milho é um cereal nativo das Américas. Embora sempre tenha feito parte da dieta tradicional indígena em todo o continente americano, é menos popular na Europa, onde a colheita de milho geralmente é reservada para alimentar os animais.

É um alimento muito versátil, pode ser consumido de mil e uma formas, pode ser congelado e enlatado. Há também muitos derivados do milho, como farinha, sêmola, óleo, farelo, amido e xarope, que podem ser encontrados em uma infinidade de alimentos para todas a refeições do dia.


Principais características do milho

  • É uma excelente fonte de carboidratos;
  • Não contém glúten;
  • Tem propriedades antioxidantes;
  • É uma excelente fonte de fibras alimentares;
  • Previne doenças oculares;
  • Ajuda na manutenção da saúde cardiovascular.

Quais são os nutrientes contidos no milho?

Dentre os nutrientes significativos do milho, os principais são:

Fósforo: o milho é uma fonte de fósforo. O fósforo é o segundo mineral mais abundante no organismo humano depois do cálcio. Desempenha um papel essencial na formação e manutenção de ossos e dentes saudáveis. Além disso, participa no crescimento e regeneração dos tecidos e ajuda a manter o pH normal do sangue. Além disso, o fósforo é um dos componentes das membranas celulares.

Magnésio: o milho também é uma fonte de magnésio. O magnésio participa do desenvolvimento ósseo, construção de proteínas, ações enzimáticas, contração muscular, saúde bucal e funcionamento do sistema imunológico. Também desempenha um papel importante no metabolismo energético e na transmissão de impulsos nervosos.

Ferro: o milho é uma excelente fonte de ferro para os seres humanos. Todas as células do nosso organismo contém ferro. Este mineral é essencial para o transporte de oxigênio e a formação de glóbulos vermelhos no sangue. Também desempenha um papel fundamental na produção de novas células, hormônios e neurotransmissores (mensageiros dos impulsos nervosos). Entretanto, é preciso saber que o ferro contido nos alimentos de origem vegetal é menos bem absorvido pelo nosso organismo do que o ferro contido nos alimentos de origem animal. No entanto, a absorção de ferro das plantas é aumentada quando consumida em conjunto com outros nutrientes, como vitamina C.

Zinco: o milho é uma fonte de zinco importante, principalmente para mulheres grávidas. O zinco participa em particular nas reações imunológicas, na produção de material genético, na percepção do paladar, na cicatrização de feridas e no desenvolvimento do feto. Também interage com os hormônios sexuais e da tireoide. No pâncreas, participa da produção, armazenamento e liberação de insulina.

Manganês: o milho é uma fonte de manganês. O manganês atua como cofator para várias enzimas que facilitam diversos processos metabólicos diferentes em nosso organismo. Também participa na prevenção dos danos causados ​​pelos radicais livres.

Cobre: o milho é uma fonte de cobre. Como constituinte de várias enzimas, o cobre é necessário para a formação de hemoglobina e colágeno (proteína presente na estrutura e no reparo dos tecidos) no organismo humano. Várias enzimas contendo cobre também contribuem para a defesa do organismo contra os radicais livres.

Vitamina B1: o milho é uma fonte de Vitamina B1, também conhecida como tiamina. A Vitamina B1 faz parte de uma coenzima necessária para a produção de energia principalmente a partir dos carboidratos que ingerimos. Também participa na transmissão dos impulsos nervosos e promove o crescimento normal.

Vitamina B2: o milho é uma fonte de Vitamina B2, também é conhecida como riboflavina. Assim como a Vitamina B1, a Vitamina B2 desempenha um papel importante no metabolismo energético de todas as células. Além disso, contribui para o crescimento e reparação dos tecidos, a produção de hormônios e a formação de glóbulos vermelhos.

Vitamina B3: o milho é uma fonte de Vitamina B3, também chamada de niacina. A vitamina B3 participa de muitas reações metabólicas e contribui particularmente para a produção de energia a partir dos carboidratos, lipídios, proteínas e álcool que ingerimos. Também colabora no processo de formação do DNA, permitindo o crescimento e desenvolvimento normais.

Vitamina B5: o milho é uma fonte de Vitamina B5, conhecida como ácido pantotênico. A Vitamina B5 faz parte de uma coenzima chave que nos permite usar adequadamente a energia presente nos alimentos que ingerimos. Também participa de várias etapas da produção de hormônios esteroides, neurotransmissores (mensageiros dos impulsos nervosos) e hemoglobina.

Vitamina B9: o milho é uma fonte de Vitamina B9, conhecida como folato. A Vitamina B9 está envolvido na produção de todas as células do nosso organismo, incluindo os glóbulos vermelhos. Esta vitamina desempenha um papel essencial na produção de material genético (DNA e RNA), no funcionamento do sistema nervoso e do sistema imunológico, bem como na cicatrização de feridas. Como é necessário para a produção de novas células, o consumo adequado é essencial para as mulheres durante os períodos de crescimento e para o desenvolvimento do feto.

Vitamina C: o milho é uma fonte de vitamina C. O papel da vitamina C no organismo vai além das suas propriedades antioxidantes, ela também contribui para a saúde dos ossos, cartilagens, dentes e gengivas. Além disso, protege contra infecções, promove a absorção do ferro contido nas plantas consumidas e acelera a cicatrização.



Quais os benefícios do milho?

Todos os produtos à base de cereais são de grande importância na nossa dieta. Uma das recomendações de vários organismos governamentais de saúde é que a maior parte da nossa alimentação seja de cereais, pães e outros produtos de grãos, bem como vegetais e frutas. O Guia Alimentar para uma Alimentação Saudável do Canadá, por exemplo, leva essa recomendação em consideração e enfatiza a escolha de grãos integrais ou produtos de grãos enriquecidos.

As autoridades de saúde americanas, por sua vez, recomendam que pelo menos metade dos produtos à base de cereais consumidos sejam grãos integrais.

Essas recomendações são baseadas nos resultados de estudos epidemiológicos que mostram que o consumo de grãos integrais está associado a um menor risco de doenças cardiovasculares, diabetes, certos tipos de câncer e obesidade.

Esses efeitos benéficos estariam relacionados à sinergia entre os diversos compostos contidos em produtos de cereais integrais, como fibras, antioxidantes, vitaminas e minerais. Como a maioria desses compostos está contida no farelo e no germe, os cereais são mais benéficos se forem consumidos o menos refinados possível.

Porque o milho tem poder antioxidante?

Antioxidantes são compostos que protegem as células do nosso organismo dos danos causados ​​pelos radicais livres. Radicais livres são moléculas muito reativas que podem provocar o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, certos tipos de câncer e outras doenças relacionadas ao envelhecimento.

Um estudo comparando a atividade antioxidante de quatro grãos de cereais – milho, trigo, aveia e arroz -, mostrou que o milho foi o de maior atividade. Em outra pesquisa foi observado que a atividade antioxidante total do milho aumentava quando cozido, provavelmente como resultado da liberação de certos compostos antioxidantes sob o efeito do calor.

O milho contém ácidos fenólicos antioxidantes, sendo um dos principais o ácido ferúlico, o farelo de milho também é um dos alimentos que mais contém esse ácido. No entanto, foi observado pesquisas que apenas uma proporção muito pequena dos ácidos fenólicos do farelo de milho foi absorvida pelo sistema digestivo humano. No entanto, esses pesquisadores acreditam que vários tratamentos, como o calor, podem tornar esses ácidos fenólicos mais acessíveis ao organismo e, assim, melhorar sua biodisponibilidade.

Além disso, o milho também contém luteína e zeaxantina, dois compostos antioxidantes da família dos carotenoides. De acordo com um documento publicado pela agência governamental de saúde canadense Health Canada, uma espiga de milho contém 745 mcg de luteína e zeaxantina. Para efeito de comparação, 250 ml (1 xícara) de espinafre cru, um vegetal muito rico em luteína e zeaxantina, contém 3.867 mcg.

Uma pesquisa observou que o cozimento do milho tornou esses dois compostos mais biodisponíveis, ou seja, mais aptos a serem bem absorvidos pelo organismo. A luteína e a zeaxantina se acumulam na mácula e na retina dos olhos, protegendo-os do estresse oxidativo que pode causar danos.

Segundo dados de uma revisão da literatura científica, a ingestão regular de luteína e zeaxantina está associada a um menor risco de degeneração macular e catarata, duas doenças oculares. Também há estudos que indicam que esses compostos podem ajudar a prevenir certos tipos de câncer, em particular os de mama e pulmão, e contribuir para a prevenção de doenças cardiovasculares. Entretanto esses estudos que analisam efeitos cardiovasculares ainda são inconclusivos.

E há ainda o óleo de milho, que contém antioxidantes pertencentes à família dos tocoferóis (Vitamina E). Ele é particularmente rico em um desses compostos chamados gama-tocoferol. Está comprovado que a concentração sanguínea de gama-tocoferol aumenta em humanos quando o óleo de milho é adicionado à dieta habitual, e os tocoferóis do óleo de milho têm atividade antioxidante no organismo.

Um estudo clínico em humanos demonstrou também que o óleo de milho, por meio do gama-tocoferol, fornece proteção contra danos no DNA de certas células sanguíneas, aspecto que pode ser favorável para a prevenção do câncer.

Quais os benefícios do óleo de milho?

Em um estudo em humanos, a adição de óleo de milho a uma dieta normal e equilibrada resultou em uma diminuição do colesterol “ruim” (LDL) no sangue. Os pesquisadores indicam que esse efeito pode ser atribuído a vários compostos. Em particular, eles mencionam as gorduras poli-insaturadas, que são as principais gorduras encontradas no óleo de milho.

Os fitoesteróis também podem contribuir para esses benefícios, são compostos relacionados ao colesterol muito promissores para a saúde. O óleo de milho é considerado uma das melhores fontes de fitoesteróis. Além disso, outro estudo clínico em humanos demonstrou que os fitoesteróis do óleo de milho foram os principais compostos responsáveis ​​por reduzir a absorção do colesterol pelo organismo.

Quais os benefícios do farelo de milho?

Um estudo em homens hipercolesterolêmicos (que possuem colesterol no sangue muito alto) mostrou que a adição de farelo de milho finamente moído a uma dieta com baixo teor de gordura teve um efeito maior na redução do colesterol no sangue do que a dieta com baixo teor de gordura sozinha. No entanto, esses pesquisadores não conseguiram explicar o mecanismo pelo qual o farelo de milho exerceu esse benefício.

O milho como uma boa alternativa aos cereais que contém glúten

Também conhecida como intolerância ao glúten, ou enteropatia ao glúten, a doença celíaca afeta aproximadamente 4 em cada 1.000 pessoas. As pessoas afetadas têm uma intolerância permanente ao glúten, uma proteína encontrada no grão de vários cereais. Essa proteína é tóxica para pessoas com doença celíaca e seu consumo pode levar a sintomas intestinais como má absorção de diversos nutrientes.

O tratamento para esta doença é excluir completamente o glúten da dieta. Como o milho não contém glúten, essas pessoas podem substituir os outros cereais por ele.


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