Comecei separando o lixo, resolvi fazer uma composteira e agora tenho uma horta orgânica

Aqui no blog “Lar, Doce Lar” temos muita preocupação com o meio ambiente, afinal, para termos nosso lugar especial, que possa ser chamado de lar, é muito importante que ele seja prazeroso, aconchegante e funcional, mas também é muito importante que ele nos traga a sensação de que através dele não sejamos agressores do meio ambiente, mas benfeitores. Você conhece sensação melhor do que a de estar fazendo a coisa certa?

A constatação de que isso faz muito bem aconteceu com a Míriam Roman, uma das idealizadoras do blog, que em função de precisar produzir conteúdo para ele, passou a pesquisar sobre vários assuntos relacionados à reciclagem, jardinagem, saúde, qualidade de vida, decoração, alimentação, entre outros. Essa atividade despertou na Míriam a paixão por reaproveitamento do lixo, compostagem e cultura orgânica, conforme seu relato abaixo.

Da separação do lixo para a composteira, da composteira para a horta orgânica
Por: Míriam Roman

Sempre fui defensora da atitude de separar o lixo caseiro, mas pessoalmente só separava o lixo reciclável do resto. Ao começar a pesquisar e escrever sobre separação de lixo para o blog, me empolguei e comecei a separar o lixo orgânico também.

Para viabilizar esse novo hábito, fui até uma padaria próxima da minha casa e solicitei que me cedessem baldes de gordura que eu acreditava que seriam descartados. Fui atendida pela Simone, que me informou que eles não descartam os baldes, reaproveitam os mesmos para guardar moedas e assim, facilitar seu transporte até o banco onde depositam ou para outras finalidades, porém, ela gostou da minha ideia de montar uma composteira, portanto decidiu separar alguns deles para mim. Além dos baldes, também comprei uma torneira plástica e parti para a confecção da minha própria composteira. Para fazê-la, segui as instruções do vídeo publicado pela Déborah Rodrigues, do canal Horta e Pomar em Vaso, no youtube, no qual ela ensina como montar uma composteira e que já compartilhamos aqui no blog, na postagem “Você sabe qual o destino do lixo que você gera?“, e que vou compartilhar novamente no final desse texto, pois fiquei fã. A que eu fiz está abaixo.

Aproveitei três dos baldes que ganhei para fazer a composteira e separei outro balde menor que os outros, para deixar na cozinha com o objetivo de colocar o lixo orgânico. O próximo passo foi visitar a feira orgânica local, onde comprei minhocas e substrato. Com isso, comecei minha compostagem, que está completando quatro semanas no momento em que escrevo esse texto. Somos três pessoas aqui em casa, então combinei com eles como faríamos a separação dos dejetos, expliquei o que poderia ser colocado para compostagem, e começamos a separação. Até agora estamos todos bem empolgados com o assunto. Todos os dias verificamos a evolução de nossa compostagem, que é lenta no início. Na primeira semana parecia não estar acontecendo nada, porém, após esse período, começou a gerar o chorume e a aumentar a quantidade de substrato no balde. Pelo tempo de utilização da composteira, ainda não foi necessário utilizar o terceiro balde, falta uma semana para que ele entre no processo. Estou muito curiosa para ver se as minhocas realmente vão subir de um balde para o outro com ele for colocado.

Paralelamente à compostagem, já totalmente empolgada pelo assunto, comprei mudas, sementes e adubo orgânico na feira que passei a frequentar. Plantei em vasos autoirrigáveis as mudas de alface e tomate compradas na feira. A alface manteiga já está praticamente pronta para ser colhida. Fiquei impressionada ao constatar quanta água a alface consome. Na primeira semana não foi muito, mas quanto maior a alface fica, mais frequentemente eu tenho que completar o reservatório do vaso. Achei ótimo ter utilizado os vasos autoirrigáveis porque eu não teria a noção da quantidade correta de água que deveria colocar nessas alfaces e elas poderiam ter ficado prejudicadas pela falta d’água.

 
Também montei uma sementeira com rúcula, alface, cebolinha, salsa, coentro e rabanete. Cada tipo de planta tem seu tempo para germinar, algumas já estão com mudinhas enquanto outras estão a recém aparecendo na superfície do substrato que utilizei para o plantio. É empolgante acompanhar a germinação e o crescimento das mudas. Esse certamente será o começo da minha horta orgânica, já tenho uma horta de temperos, mais antiga, que passarei a tratar como orgânica também. Para a sementeira, usei os tubos de papel higiênico de acordo com a dica que demos na publicação “Usando o tubo do rolo de papel higiênico no jardim“.

Estou ansiosa pelo final do segundo mês da compostagem para poder usá-la na minha horta e também no resto do meu jardim. Certamente escreverei outro post para contar como ficou.

Conforme prometi acima, se você ainda não assistiu esse vídeo da Déborah ensinando a montar uma composteira, assista, que vale a pena.

Míriam Roman é decoradora e proprietária da loja Kamari, especializada em cama, mesa, banho e decoração.

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