Por que boicotamos nossos planos de exercícios e de dietas?

Você se sente ótimo quando está praticando exercícios, sua aparência fica melhor, você se sente saudável e seu organismo agradecido. Sua rotina está estabelecida e tudo está correndo bem. Um certo dia você fica desmotivado para proceder com a rotina e se convence que abandoná-la apenas por um dia não fará mal algum. No dia seguinte você pensa “só mais um dia”, e quando você percebe sua rotina saudável foi para o espaço. O próximo passo é abandoná-la completamente.

A mesma coisa acontece com a dieta. Tudo está indo bem, você está perdendo peso, sentindo-se bem e motivado. Eis que vem aquela vontade de comer um doce, você pensa “um só, afinal já estou há tanto tempo sem comer doce e já perdi vários quilos”. Passados alguns dias a tentação é de comer um “chocolatinho inofensivo” ou um prato de macarrão,”Não vai fazer muita diferença, amanhã eu compenso”. Quando você percebe, a dieta já era.

Nosso cérebro busca atalhos para alcançar metas, queremos queimar nossas gorduras acumuladas rapidamente. Isso é facilitado e incentivado pelo bombardeio que recebemos através das mídias. As empresas usam essa necessidade de resultados fáceis para vender produtos que prometem milagres. Queremos resultados a curto prazo e acabamos convencendo a nós mesmos que é melhor não tentar perseguir um objetivo a longo prazo. Isso se relaciona diretamente com o motivo pelo qual muitas pessoas desistem das rotinas de exercícios e das dietas. Seja porque a rotina causa algum desconforto ou seja porque os resultados não são instantâneos. Para conseguir manter uma rotina, devemos desistir da gratificação imediata e focar no objetivo.

Já no inicio dos anos 1970, o psicólogo e pesquisador Walter Mischel, da universidade de Stanford, fez um estudo sobre os efeitos da gratificação tardia. A um grupo de crianças foi oferecida a escolha de receber uma recompensa imediatamente ou receber duas recompensas se preferissem esperar por um período de aproximadamente 15 minutos, tempo no qual o pesquisador se ausentava da sala, retornando com o segundo prêmio. Ou seja, as crianças ficavam sozinhas em uma sala diante de um marshmallow, se na volta do pesquisador elas não o tivessem comido, receberiam um segundo marshmallow. Essas crianças foram acompanhadas durante vários anos. O resultado mostrou que a maioria das crianças que optaram por esperar uma segunda recompensa conseguiram melhores resultados na vida. Foram avaliados, entre outras coisas, o rendimento escolar e o índice de massa corporal.

Quando estamos dispostos a trabalhar para um resultado maior, tendemos a apreciar mais quando conseguimos atingi-lo. O que é conquistado muito facilmente é menos apreciado. Essa apreciação e dedicação pelos resultados futuros são a base para atingir objetivos a longo prazo. Se você vencer a vontade de não fazer exercícios ou de comer um guloseima em um momento crucial de um regime, certamente no futuro se sentirá melhor por ter resistido à tentação.

Portanto, se você tem um objetivo, não deixe seu cérebro enganá-lo, seja perseverante e mantenha seu plano até alcançar o resultado esperado. Isso não se aplica somente para exercícios ou dietas, pode ser utilizado para tudo o que desejarmos alcançar da vida.

Se você já sucumbiu à tentação de persistir com hábitos saudáveis algumas vezes e isso trouxe algum remorso e arrependimento, sugerimos também a leitura do texto “Para sermos saudáveis precisamos criar hábitos”  publicado aqui no blog “Lar, Doce Lar”.

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