É melhor consertar ou substituir eletrodomésticos estragados?

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Independentemente da qualidade dos nossos eletrodomésticos e dos nossos eletroeletrônicos ou do quão bem cuidamos deles, algum dia eles vão acabar quebrando ou estragando. Quando isso acontece, uma pergunta que ocorre para a maioria das pessoas é: Devo repará-lo ou substituí-lo?


Todos os eletrodomésticos e eletroeletrônicos têm uma vida útil, algumas vezes essa vida útil é abreviada por má utilização, por um acidente de percurso, ou por desgaste em função da quantidade de uso mesmo, o que seria a situação normal.

Mas, para atrapalhar ainda mais a nossa vida, a indústria criou e colocou um prática um conceito que talvez você nunca tenha ouvido falar, mas que certamente já foi vítima dele e continuará sendo pelo resto da sua vida, é o conceito de “Obsolescência Programada”

Quantas vezes você já teve a certeza de que algum produto que você comprou não foi feito para durar por muito tempo? Independente de você ter pago caro ou barato, de ser uma marca conhecida ou não, após um tempo de uso ele apresenta algum defeito totalmente inesperado e precoce.

O que significa obsolescência programada?

A Obsolescência Programada – também conhecida como Obsolescência Planejada, Obsolescência Embutida, ou ainda Obsolescência Prematura, surgiu no ano de 1924 quando o mercado automobilístico dos EUA começou a atingir o ponto de saturação.

Atribui-se a Alfred P. Sloan Jr., executivo da General Motors a sugestão de mudanças no design dos seus automóveis a cada ano, para com isso criar a necessidade nos consumidores de terem sempre o último modelo fabricado.

Posteriormente, no ano de 1932, esse conceito reapareceu em Londres, quando começou a ser usado na indústria por sugestão de Bernard London, só que dessa vez voltou de uma forma prejudicial para os consumidores, pois nesse caso a proposta foi de diminuir propositalmente a vida útil de produtos industrializados para que a Inglaterra se recuperasse de uma depressão, pois um produto comprado que durasse muito tempo acabaria gerando desemprego por falta de novos compradores.

Finalmente no ano de 1954 o termo Obsolescência Planejada foi popularmente difundido por Brooks Stevens, um designer industrial americano, quando oficialmente a indústria assumiu que tinha como objetivo “instilar no comprador o desejo de possuir algo um pouco mais novo, um pouco melhor e um pouco mais cedo do que o necessário”

Você pode estar se perguntando porque escrevemos sobre isso em um texto que se destina a ajudar você a se decidir se é melhor consertar um eletrodoméstico ou comprar um novo.

Explicamos essa situação a mais por ser uma estratégia da indústria de garantir, deliberadamente, que a versão atual de seu eletrodoméstico ou eletroeletrônico se torne desatualizada ou inútil dentro de um período de tempo determinado. Com esse movimento ela fazem com que os consumidores busquem substitutos no futuro, aumentando a demanda.

Esse movimento é planejado para que a substituição da peça que terminou sua vida útil tenha um valor de substituição que muitas vezes não compensa sua troca, uma das variáveis que você deve considerar em sua decisão.



Quando vale a pena consertar um eletrodoméstico?

Independente do motivo de um eletrodoméstico ter se estragado, pode ser um liquidificador que quebrou uma peça bem simples, uma batedeira que parou de ligar, ou pode ter sofrido com a obsolescência planejada da indústria, existem algumas variáveis que você deve analisar para tomar sua decisão.

Algumas vezes, consertar eletrodomésticos quebrados faz mais sentido que substituí-los. Dependendo do valor gasto, se você conseguir obter mais alguns anos de uso de um aparelho depois de repará-lo, faça-o. Mesmo que sua durabilidade seja de apenas mais alguns meses, isso pode dar-lhe tempo para guardar um pouco mais de dinheiro para comprar um modelo superior, planejando a sua substituição.

Infelizmente algumas vezes a quebra de um eletrodoméstico acontece nos piores momentos e não podemos esperar pelo conserto. Por exemplo, uma geladeira que para de funcionar repleta de comida estragando e você não tem alternativas para armazená-la em outro lugar. Provavelmente você terá que optar pela solução mais rápida, ou alguém que conserte-a muito rapidamente ou uma loja com entrega a jato.

Entretanto, se você tiver problemas com um eletrodoméstico e pode decidir qual a melhor opção com tempo, aqui estão algumas dicas para ajudar a decidir quando é o momento de substituí-lo ou repará-lo.

Considere a idade do aparelho

Quando você está precisando decidir se deve consertar ou substituir um eletrodoméstico, a idade dele é um fator muito importante. Como tudo o mais, os eletrodomésticos duram apenas até certo ponto, então se seu eletrodoméstico está se aproximando ou ultrapassou sua vida útil esperada, você pode querer substituí-lo, mesmo se o reparo necessário for relativamente pequeno, porque é provável que necessite de reparos adicionais em breve.

Além de um eletrodoméstico muito antigo tem maior probabilidade de quebrar novamente em breve, esse não é o único motivo pelo qual você deve considerar substituí-lo.

Uma versão mais recente dele será mais eficiente em termos de energia e, quanto mais antigo for o seu aparelho, mais você poderá se beneficiar da economia de energia ao trocá-lo por um modelo mais novo. Geladeiras muito antigas, por exemplo, algumas vezes são responsáveis pela metade do consumo de energia elétrica de uma casa.

Aparelhos mais novos algumas vezes também têm muitas novas funcionalidades que você poderá desfrutar, incluindo a capacidade de controlá-los através de aplicativos de smartphone ou até mesmo lembrar-lhe de repor alimentos, como alguns modelos de geladeiras mais modernas.

Tecnicamente todos os aparelhos podem ter seu problema solucionado, entretanto poderão haver contratempos para seu conserto devido à sua idade, como peças difíceis de encontrar ou proibitivamente caras. Portanto, se as peças necessárias para consertar seu eletrodoméstico são difíceis de encontrar, mesmo que esse conserto pontual seja barato, o próximo defeito poderá não compensar o conserto.

Considere o custo do conserto

Algumas peças que quebram em eletrodomésticos são relativamente baratas, enquanto outras custam tanto que não vale a pena consertá-los. Por exemplo, se o condensador da sua geladeira precisar ser trocado, pode custar tão cara essa substituição que talvez seja melhor comprar uma geladeira nova.

Uma boa técnica que você pode utilizar é a comparação de preço do conserto e do novo. Por exemplo, se um conserto vai custar mais da metade do custo de um novo eletrodoméstico, você deve considerar a compra de um substituto.

Ainda mais se você considerar a economia de energia que comentamos acima ao operar um eletrodoméstico mais novo e mais eficiente, acrescido com o aumento da funcionalidade de um novo modelo, será melhor comprar um novo eletrodoméstico que funcionará sem problemas por mais tempo sem quebrar. E se quebrar logo tem garantia.

Aqui você deve considerar também a obsolescência planejada que comentamos acima, o término da vida útil de um componente de um eletrodoméstico pode ser o primeiro de vários outros componentes estragando que virão a seguir. Um exemplo clássico é a máquina de lavar roupa, depois que ela começa a demonstrar desgaste das peças, vai ser uma despesa atrás da outra. Quem já não passou por isso?

O conserto do seu eletrodoméstico pode sair de graça

Ainda há outra questão a ser analisada por você antes de optar pela aquisição de um novo equipamento, que é o conserto dos eletrodomésticos ou eletroeletrônicos poderem sair de graça. Muitas pessoas não se atentam a isso.

Lembre-se da garantia oferecida pelo fabricante

Muitas vezes ao comprarmos um eletrodoméstico não nos atentamos para o tempo de garantia oferecido pelo fabricante e botamos fora a nota fiscal e o termo de garantia. Acostume-se a guardá-los. Fazendo isso, muitas vezes o conserto será de graça, ou até mesmo, dependendo da situação, você poderá receber um novo aparelho.

Lembre-se também da garantia estendida

Essa é outra situação que o consumidor brasileiro muitas vezes não se atenta. Quantas vezes você foi a uma loja comprar um eletrodoméstico ou eletroeletrônico e o vendedor ofereceu garantia estendida para um produto e você aceitou? Atente-se sempre para o prazo de garantia oferecido pela loja.

A garantia estendida é uma extensão da garantia originalmente oferecida pelo fabricante. Ao aderir a essa garantia, você estará garantindo o conserto do produto comprado, incluindo todos os custos com peças e mão de obra, caso ele apresente defeitos de funcionamento após o fim da garantia do fabricante. E na impossibilidade de realização do conserto, você receberá um novo produto.

Lembre-se também que você pode ter seguro para seus eletrodomésticos

As companhias de seguro muitas vezes oferecem juntamente com o seguro residencial, ou como um produto específico, o seguro para consertos de eletrodomésticos. Esteja sempre ciente se você tem esse serviço contratado, pois, além de agilizar o conserto ele provavelmente não terá nenhum custo adicional para você, ou um custo muito baixo.

Estragos causados pela rede elétrica

Muitas vezes os danos em eletrodomésticos podem ser causados por sobrecargas elétricas ou outro acidente, como raios que acabam entrando em sua casa através da fiação elétrica. Nesse caso, se você conseguir comprovar o ocorrido, as operadoras de energia elétrica costumar ressarcir o conserto necessário.

Em resumo, devo trocar um consertar um eletrodoméstico danificado?

Enfim, a menos que o conserto saia de graça por alguma das situações que relatamos acima, você sempre deve pesar os prós e contras com base no que também relacionamos.

Se o defeito atual com o qual você está lidando é o mais recente de uma série deles no mesmo eletrodoméstico, pode ser hora de substituí-lo. As avarias recorrentes são um sinal de que um aparelho atingiu o fim da sua vida útil. Isto é especialmente verdadeiro se o aparelho for antigo.

Chega um ponto em que continuar a consertar um eletrodoméstico pode significar jogar dinheiro fora.

Considere também o valor de compra de um novo eletrodoméstico da mesma qualidade ou melhor que o que você possui e estragou.

Algumas vezes é melhor praticar o desapego e descartá-lo do que fazer uma economia de poucos reais ou até mesmo centavos e ficar com um aparelho que pode estar próximo de deixar você na mão novamente. O ferro de passar é um exemplo de eletrodoméstico cujo valor de compra pode as vezes até ser menor do que o valor do conserto.

Além disso, algumas vezes em aparelhos que já saíram de linha ou são muito antigos são raros os profissionais disponíveis dispostos a consertá-los, o que pode ser uma dor de cabeça a mais encontrar esses profissionais.

Uma última dica antes de tomar qualquer decisão. Certifique-se se realmente seu eletrodoméstico está estragado antes de chamar um profissional e pegue referências. O problema pode ser um mal contato na tomada ou na fiação elétrica, profissionais mal intencionados podar fazer com que você tenha gastos desnecessários.


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